A paisagem na janela permanece a mesma. Por quatro meses estirado na cama dura e as feridas que começam a surgir por tanto tempo a estar deitado não lhe tiram o sorriso bobo. Nem a cabeça raspada. Nem os braços que de tão picados já começam a ficar disformes. Quase já não come.
Na paisagem congelada uma novidade: uns cinco moleques de uniforme vermelho a caminho da escolinha de futebol que fica ao lado do hospital. Ele respira fundo tentando segurar o choro. Fecha os olhos e tenta em vão imaginar sua perna direita, porém a unica imagem que lhe vem a mente é a do dia em que sofreu o acidente. A dor insuportável. O levam ao hospital onde descobrem o câncer e o mandam para uma cidade há quase mil quilômetros dali para tratamento. Mal chega e lhe cortam a perna. Metade dos irmãos ficam para trás enquanto a outra metade começa a fazer a vida na nova cidade. Seu pai desaparece. Dizem que voltou para trazer os outros filhos. Juntar novamente a família.
Na paisagem congelada uma novidade: uns cinco moleques de uniforme vermelho a caminho da escolinha de futebol que fica ao lado do hospital. Ele respira fundo tentando segurar o choro. Fecha os olhos e tenta em vão imaginar sua perna direita, porém a unica imagem que lhe vem a mente é a do dia em que sofreu o acidente. A dor insuportável. O levam ao hospital onde descobrem o câncer e o mandam para uma cidade há quase mil quilômetros dali para tratamento. Mal chega e lhe cortam a perna. Metade dos irmãos ficam para trás enquanto a outra metade começa a fazer a vida na nova cidade. Seu pai desaparece. Dizem que voltou para trazer os outros filhos. Juntar novamente a família.
- Mãe, quando o meu pai volta?
A mãe engole seco. Reúne a força que só uma mãe tem e diz que ele voltará logo. No corredor ela mastiga um pão duro e esmurra as paredes. O pai não estava longe e não ia voltar. Morava a poucas quadras dali com uma morena. Uma mulher mais nova que conhecera na rodoviária.
O garoto, cansado, fecha os olhos a espera do pai sem saber que na manhã seguinte não mais os abriria.Marcelo tinha 16 anos e queria ser jogador de futebol.
Oi Rodrigo... Escrevendo lindamente ... como sempre!
ResponderExcluirBeijo grande pra você!!
Putz, Rodrigão,
ResponderExcluira vida como ela é, certamente...
Curta esse aqui: http://abuscademimmesmo.wordpress.com/2011/02/15/em-busca-de-si-mesmo/
Ab.
Pê.
Muito legal... emocionante e realista... como a vida!
ResponderExcluirEmocionante...
ResponderExcluirAmei!
Eu que agradeço pela visita Kelly, senti sua falta!
ResponderExcluir---
Vale Pê! Visitei teu blog e simplesmente adorei!
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Seja bem vinda May! Thanks!
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Obrigado Alice! Um beijo pra ti.
afff que cruel!
ResponderExcluirE que real...
Não gosto dessas coisas que incomodam... essas verdades ásperas que esfregam na minha cara.
Mas o texto é muito bom. Sobretudo por isso.
Um tapa na cara às vezes faz bem Keu rsrsrsrs
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